O grupo observado pode ter mudado
Suponha um exemplo fictício em que 80 pessoas começam uma atividade. Depois de um período, 15 continuam a publicar relatos e 65 já não aparecem. Avaliar somente as 15 não explica o que ocorreu com as outras 65.
Elas podem ter parado por motivos diferentes. Não seria correto classificá-las automaticamente como perdas, mas também não seria correto excluí-las e concluir que os participantes em geral tiveram o resultado dos relatos visíveis. A falta de informação precisa continuar explícita.
A exclusão não precisa de uma edição deliberada
Uma página pode republicar apenas quem envia novas capturas. Se um resultado positivo incentiva a continuar a publicar e uma perda leva ao afastamento, o fluxo de relatos pode ficar desequilibrado. Essa é uma hipótese sobre seleção que precisa ser examinada, não uma acusação automática contra uma comunidade.
A diferença para um corte dentro do vídeo é o ponto em que os dados desaparecem. No viés de sobrevivência, podem faltar participantes inteiros ou trajetórias encerradas. O material de quem permaneceu pode ser autêntico e ainda não representar todos os que começaram.
Por que não calcular uma taxa sem as ausências
Imagine que dez das 15 pessoas visíveis apresentem ganho. Dizer “dois terços dos participantes ganharam” usa 15 como se fosse o total original. O registro só demonstra dez relatos positivos entre os 15 observados; faltam informações de 65 pessoas.
Também não se pode concluir que a taxa real foi dez em 80, pois as ausências poderiam incluir outros resultados positivos. Os números foram inventados. A resposta honesta é reconhecer que o conjunto não permite identificar a proporção de todos os participantes.
O que um acompanhamento mais completo precisaria registrar
Seria necessário definir o grupo desde o começo, preservar o mesmo critério de acompanhamento e informar quantas pessoas deixaram de ter dados e por quê, quando isso for conhecido. Retorno observado e motivo de saída são variáveis diferentes.
Não é preciso recolher dados pessoais para questionar um anúncio: cabe a quem faz a alegação apresentar evidência proporcional. Veja tabelas e registros para entender integridade de um histórico. Uma coleção de sobreviventes não comprova uma trajetória provável para quem chega agora.
Fontes consultadas
Revisado em 22 de outubro de 2026. Redação Jogo do Tigrinho.